NO AR AGORA
Clássicos da Música Gaúcha
E-mail
contato@paginaperfeita.com
Whtasapp
(21) 99175-2559
Sobre o RGS

História do Rio Grande do Sul

O território hoje ocupado pelo Rio Grande do Sul está entre as áreas do País que mais demoraram a receber a ocupação do colonizador português.

A fronteira do estado só foi definida em 1801, com a assinatura do Tratado de Badajoz. O acordo finalizou uma série de conflitos pela posse da região.

Até um século após o Descobrimento do Brasil (1500), a região ainda era ocupada principalmente por indígenas. A geografia está entre as justificativas que retardaram a colonização.

Na região viviam índios Gê, pampeano e os Guarani. O grupo gê, também chamado de tapuia, estava na região denominada "Cima da Serra". Nesse local ainda vivem remanescentes de índios caingangues.

O local é ocupado atualmente pelas cidades de Bom Jesus, Lagoa Vermelha, Passo Fundo e São Francisco de Paula.

O povo pampeano, também chamado de charrua e minuano, vivia na região do pampa. Já os Guarani estavam na margem da Lagoa dos Patos.

Os índios Guarani foram os primeiros a sentir o impacto do europeu com a chegada dos padres jesuítas espanhóis em 1626.

Os religiosos fundaram as Missões Guarani, abrangendo parte dos territórios hoje pertencentes ao Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai.

 

Durante o século XVIII, houve intensa disputa pelo território por espanhóis e portugueses. Os espanhóis fundaram, em 1726, a cidade de Montevidéu, a leste da colônia de Sacramento, fundada criada em 1680.

O objetivo da fundação de Montevidéu era reduzir a influência portuguesa. Como resposta, os portugueses fundaram em 1737 o Forte de Jesus Maria José, hoje cidade de Rio Grande.

A disputa terminou em 1777, quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Santo Ildefonso. Pelo acordo, a colônia de Sacramento permanecia em posse de Espanha e o Rio Grande ficaria com Portugal.

Vinte e três anos após a definição das fronteiras do Rio Grande do Sul, o estado passou a receber uma leva de imigrantes alemães.

A presença dos imigrantes permitiu a diversificação da economia com a instalação do modelo de estâncias agrícolas.

Várias novas batalhas assolaram o território. A mais longa e sangrenta foi a Guerra dos Farrapos ocorreu entre 1835 e 1845.

O estado só foi pacificado em 1928, na gestão do governador Getúlio Vargas (1882 - 1954).

Cultura do Rio Grande do Sul

Os aspectos culturais do gaúcho se assemelham ao que aconteceu no restante do país, mas possui algumas características específicas. Essa cultura é resultado da mistura do indígena, do negro e do colonizador europeu, com destaque para italianos e alemães.

No pampa, o gaúcho era um cavaleiro munido de laço e boleadeira. Nômade, trabalhava em fazendas de gado. Usava calças largas chamadas bombachas, que ficavam presas a botas de couro. No pescoço, um lenço para suportar o frio e, em torno do corpo, um poncho, também com a mesma finalidade.

Também para suportar o frio, o gaúcho tomava logo cedo uma cuia de chimarrão. A bebida foi herdada do povo guarani e hoje remete diretamente à região. É uma bebida quente, feito à base de erva-mate refinada, o que lhe confere um gosto amargo.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/rio-grande-do-sul/